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H-orizontes

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20
Set19

"Os Três Mosqueteiros" - Alexandre Dumas

Helena

mosqueteiros.jpg

Este clássico do século XIX conta-nos a história de D' Artagnan, um corajoso e perspicaz jovem gascão que deixa a sua terra em direção a Paris com o objetivo de servir o rei Luís XIII ou o seu ministro, o Cardeal Richelieu. Pelo caminho, em Meung, cruza-se com um cavalheiro desafiador e trava com ele um duelo, no qual é ferido. Durante a recuperação de D' Artagnan, o estranho foge da estalagem, após trocar algumas palavras com uma mulher misteriosa a que chamam Milady, que passava numa carruagem. Mais tarde, em Paris, D' Artagnan entra na companhia do Senhor des Essarts, defensor do rei, e conhece os mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis como resultado de um episódio peculiar. Numa cidade nova, surgem também novos amores, como é o caso de Constance Bonacieux, uma mulher casada que trabalha para a rainha e que conquista o coração de D' Artagnan. A história vai-se adensando, surgem novas intrigas, amores proibidos, sede de poder, segredos escondidos, perseguições dissimuladas e crimes meticulosamente planeados, que se entrelaçam e resultam numa narrativa de aventura constante. Um livro icónico que deu origem a uma história conhecida por todos, é um must-read, apesar da sua grossura.

"Entrar" no livro demorou algum tempo, mas tornou-se muito interessante quando finalmente o consegui. A intriga, a constante ameaça dos planos de Milady e das ordens do Cardeal, a história de amor que funciona como um fio condutor subtil, a ousadia e perspicácia das personagens principais que lhes permite escapar às mais intrincadas armadilhas, tudo isto prende o leitor, que chega a esquecer-se de que o livro que segura e é tão fluido e cativante se trata na realidade de um volume de 775 páginas. O laço de amizade que une D' Artagnan e os três mosqueteiros transmite a maior lição de moral deste livro: a união é essencial e juntos somos mais fortes. Esta lição pode ser traduzida através da célebre divisa "Um por todos e todos por um". O estilo de escrita da época é o que faz com que seja um pouco difícil "mergulhar" na obra, mas acaba por se tornar familiar e apenas dar vontade de continuar a ler até se descobrir a peripécia seguinte e as suas consequências como reviravoltas na história.

Não é um clássico enfadonho e não deve ser julgado pelo seu tamanho.

"- Em geral, só se pedem conselhos para não os seguir; ou, se se seguirem, apenas para poder ter alguém que possa ser censurado por os ter dado." - Athos

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