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H-orizontes

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20
Abr19

"A Joia das Sete Estrelas" – Bram Stoker

Helena

Este livro, publicado originalmente em 1903, na sequência do célebre Drácula, conta-nos a história de Malcom Ross, um advogado londrino que, do dia para a noite, se vê envolvido num dos casos mais misteriosos da sua vida. Mrs. Trelawny, com quem travara conhecimento poucos dias antes e por quem se tinha apaixonado, envia-lhe um pedido de ajuda urgente e solicita-lhe que se dirija a casa dela e do seu pai. Quando lá chega, depara-se com uma cena inesperada: Mr. Trelawny tinha sido vítima de um enigmático ataque e encontrava-se numa espécie de sono hipnótico, com o pulso, onde guardava a pulseira que continha a chave do seu cofre, ferido por grandes arranhões. Com o passar do tempo, percebe-se que o que sucedera ao colecionador de relíquias egípcias (Mr. Trelawny) se relaciona com o objeto dos seus estudos mais profundos: a rainha egípcia Tera, o seu rubi de sete estrelas e o seu desejo de ressurreição. É seguindo as instruções da rainha que Malcom e os restantes se encaminham para a Grande Experiência que poderá mudar drasticamente a visão da ciência e da humanidade.

Fui positivamente surpreendida por este livro, uma vez que tinha ficado desiludida com o Drácula e este se revelou diferente e melhor. Com a ação a iniciar-se logo nas primeiras páginas, o enigma envolve o leitor, que fica empenhado em desvendar o significado das pequenas pistas que vão sendo lançadas (sendo que muitas delas não são explicadas no final). Bram Stoker revela um profundo conhecimento em relação à cultura egípcia e entramos na mentalidade de outros tempos, de outra cultura. Embora durante toda a obra tenha suspeitado da culpa ou cumplicidade de Margaret em relação ao caso, acaba por se revelar uma espécie de meio de transmissão do “corpo astral” da rainha Tera para a atualidade. Com uma ação fluentemente desenrolada e um discurso menos monótono do que Drácula, este livro lê-se facilmente, embora continue a haver partes, como as longas reflexões do narrador ou de Mr. Trelawny, que podem ser passadas à frente. A descrição é abundante, especialmente quando se trata dos objetos egípcios, e a escrita em primeira pessoa deixa transparecer os sentimentos do autor, particularmente em relação ao seu amor por Margaret. Por fim, embora não tivesse um fim ideal em mente, , o final deixou-me um pouco desiludida, pois acabei por não perceber o porquê de muitos acontecimentos e foi tão inesperado como incompreensível ter sucedido o que sucedeu, o que é agravado pelo facto de o narrador ter saído são e salvo da situação.

Assim, considero que é um livro interessante, apelativo (inclusive pela capa que apresenta), que surpreende pelo seu aspeto enigmático e cativante, mas que desilude pelo seu desfecho inusitado e pouco esclarecedor.

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