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H-orizontes

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28
Jan18

Frade - "Auto da Barca do Inferno"

Helena

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O Frade, no "Auto da Barca do Inferno", representa os vícios e pecados apontados aos membros do clero da época vicentina.

Em vida, o Frade praticou ações contrárias aos valores da Igreja, das quais são provas a moça, a espada e o broquel que o acompanham quando se apresenta em cena. Assim sendo, esta personagem desrespeita o voto de celibato e contraria os valores de defesa da paz característicos do seu estrato social.

Na minha opinião, os comportamentos do Frade são despropositados e desadequados, dado o seu estatuto de representante da Igreja. A meu ver, o menosprezo do voto de celibato é hipócrita, uma vez que o fez consciente e voluntariamente. O facto de o padre se dispôr a exemplificar movimentos de esgrima mostra a prática de atividades violentas pelos membros do clero, contrária aos ideais de paz e harmonia clericais.

Para além disso, o Frade, que devia ser um modelo de integridade e responsabilidade, apresenta-se no cais das Barcas cantando e dançando, um comportamento que não se enquadra bem na sua situação.

Assim, concluo que o Frade revela um comportamento invulgar tanto em vida como após a morte, merecendo as críticas e o destino que lhe são atribuídos.

07
Jan18

"O Rapaz o Pijama às Riscas" – John Boyne

Helena

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Este livro conta a história de Bruno, um menino de nove anos, filho de um comandante nazi, que, devido à promoção do pai, tem de se mudar para “Acho-Vil” com a sua família. Bruno sente-se só e aborrecido na nova casa, porque esta é mais pequena do que a de Berlim e não há meninos com quem ele possa brincar. Um dia, decide fazer uma “exploração” ao longo da vedação, e depara-se com um rapaz do outro lado dela. Shmuel é um judeu polaco da idade de Bruno, que fora enviado para o campo de concentração de Auschwitz. Bruno desconhece a terrível realidade do Holocausto, e estranha o facto de ali existir uma rede que divide o lado deserto onde ele vive do sítio cheio de pessoas que existe do outro lado, com muitas crianças com as quais ele poderia brincar e onde vive o seu único amigo. A sua amizade com Shmuel cresce, e todos os dias os dois se encontram, um de cada lado da vedação, formando um par impensável: um alemão e um judeu numa relação pacífica em plena 2ª Guerra Mundial. Uma relação que vai mostrar a Bruno o que realmente está a acontecer e que o envolverá nesse horrível fenómeno de genocídio.

Gostei bastante deste livro, principalmente pela simplicidade e leveza com que retrata um dos períodos mais sombrios da História. É um livro que nos faz ficar indignados com a extremista e racista mentalidade nazi e nos faz acreditar que mesmo em tempos difíceis é possível criar uma amizade. É interessante, porque a história é contada do ponto de vista de uma criança inocente que ignora os perigos inerentes à sua amizade em prol dela, opondo-se aos princípios fascistas e mostrando que na verdade as crianças são semelhantes, quer de uma religião ou de outra, aumentando a indignação do leitor, pois impedir uma amizade por uma questão política não faz, realmente, sentido. Um livro sobre a inocência em tempos de terror e o valor da amizade, que considero uma boa iniciação ao tema da 2ª Guerra Mundial.

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